
Danny Bennett é o filho-empresário, um futurista da indústria da música. Tony Bennett, um clássico verdadeiro. Qual a magia da música? Tony resonpondeu que é uma coisa que ele tem que fazer. Foi abençoado com esse dom. A música não é ouvida pelas pessoas. Ela faz você se sentir um ser humano. A música real nunca passa. Tem a força da vida. Por isso eu nunca canto do mesmo jeito. "Cada noite, cada momento no palco, eu sinto. E sai diferente. Quando me perguntam se eu esotu cansado de cantar I left my heart in San Francisco, eu pergunto: e você está cansado de fazer sexo? Eu tenho grandes músicos a minha volta. Eu gosto de garantir um trabalho perene. Não gosto desse tipo de musica que fica um tempo nas paradas e desaparece. Meu trabalho tem 30, 40 anos e sounds atual. Eu me interesso pela qualidade. E quando eu morrer eu espero que minha família continue com muitas notícias minhas". Música é uma exceção que você pode usar para sonorizar sua vida. É diferente de ir até um museu para ver uma pintura, até o cinema para ver um filme... A música faz a conexão imediata com os sentimentos, por isso é um ponto chave na comunicação, quando você anuncia um produto. É instantânea. Cole Porter, George Gershwin, Frank Sinatra, Nat King, Cole, Miles Davis, Bing Crosby, George Burns, Duke Elington, enfim, os americanos tiveram muita sorte de ter toda essa gente nos Estados Unidos no mesmo período, assim como a França teve muita sorte em ter os impressionistas.
As grandes gravadoras, até hoje, tem 90% dos seus negócios no trabalho dessas celebridades. O segredo de Dany, empresário de Tony, não é gestionar uma carreira, mas uma marca, uma lenda. As novas mídias nos dão uma tremenda oportunidade de alcançar mais audiência, mas você tem que ter a sensibilidade de fazer uma grande matriz. Música não é sobre entendimento, é sobre sentimento, por isso não tem nada a ver com dados demográficos. É um mundo sem fronteiras, que combina muito com a web, não tem a ver com as gerações. É uma dessas coisas universais e multigeracionais. Mesmo o uso comercial da música, é uma grande responsabilidade. Porque há uma conexão emocional enolvida. Então o uso da música tem que ser apropriado. Você não pode usar uma grande canção para vender um lixo de produto. Tem que manter a integridade. Não dá para mudar algumas cifras e algumas linhas para se adequar a um sabão em pó.
Tudo tem seu propósito e não é só sobre dinheiro. Segundo Tony Bennett, demora 7 anos até que você domine e consiga cantar uma música própria frente a um palco. De fato há uma considência entre a música e o que fazemos: segundo Mr. Bennett é a audiência que ensina como cantar. Assim como são nossos consumidores que nos apontam o que criar e o que fazer. Eles são os maiores críticos. Os “screenagers” (o novo nome para os teenagers) não querem mais controlar o momento. Querem apenas colaborar, ser parte. E, nesse sentido, as performances ao vivo são muito envolventes, o mais importante nesse momento. Nós estamos na web ouvindo as pessoas. Tony é uma reinvenção o tempo todo. Em 1994 nós tivemos na MTV, fazendo o MTV Unplugged. Foram 18 mil convidados. Eles aplaudiram mais entusiasticamente do que seus pais. A questão é não estar onde todos estiverem, Tony não estará. E, claro, outro ponto importante é fazer isso com muita espontaneidade. Os big hits tocam a todos, indiferenciadamente, em todo o mundo. Como Walt Disney, Charles Chaplin etc. São pessoas que respeitam seu público. E sabe que mais? Mr. Bennett ainda pinta... Veja sua impressão sobre a Brodway
Adoro a música, os músicos, o mundo da música. Foi uma sessão daquelas para contar no futuro: vi Tony Bennett, behind the scene...
Qualquer semelhança, Sidney Ribeiro está aberto a autógrafos: o nosso Tonny!