Após uma semana de festival, a conclusão é sempre a mesma: valeu a pena, he-he! Se a expectiva é grande na ida, a ansiedade é maior na volta. Aquela vontade imensa de chegar e mudar tudo... Não é bem assim. Mesmo que a gente consiga concatenar o cenário ideal de briefing, prazo, orçamento e execução, ainda existem tantas outras questões para interferir. Mas o festival é sempre uma bela injeção de ânimo. Como criação tenho vontade de pesquisar mais e mais, fazer a mesma coisa, diferente. Como dirigente minha vontade é abrir os olhos de todos para o que está acontecendo com o nosso trabalho. Em resumo, acho que o festival não foi tão grandioso como nos outros anos. Realmente a gente ainda está na fase de baixar a poeira e ver aonde vamos chegar. Quero que minha equipe entenda que estamos nessa maré. E que esse pulso curioso e fresh esteja sempre com a gente. Se por um lado a juniorização das empresas traz dificuldades, também traz oportunidades. Depois de 20 anos de carreira, finalmente começo a ouvir nossos clientes pedindo “algo novo, diferente e invocado”. Há uma década atrás, o importante era fazer “bem feitinho”. Agora não, temos que correr riscos. É isso que está acontecendo. Às vezes você se dá bem. Às vezes erra na mosca. Mas assim surgem as BIG IDEAS. Esse 55º Festival de Cannes foi bem isso. Tentativa e erro. Não necessariamente nessa ordem. Especificamente na categoria Direct, com presidente brasileiro no júri e tudo, vimos que a vida está dura... O Brasil tem que tirar a linha da cabeça. Não do ponto de vista do domínio da tecnologia e formas de se relacionar. Mas sim em relação a canais e pontos de contato. O festival acabou, mas a evolução da vida continua. Volto muito disposta a abrir as caixas. Boa semana a todos aí no Brasil!!!




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