Participando dos seminários aqui em Cannes, a sensação é que estamos num festival de internet. Todas as palestras se voltam para o mundo online, mostrando a nova forma de envolver as pessoas contemplando esse universo. Por trás do online está o consumidor com inúmeras opções de escolha e as marcas tendo que parar com as repetições de mensagens e passar a interagir via diálogos poderosos. Qualquer que seja a especialização do palestrante, essa é a tônica. É como se o mundo offline não mais existisse. Essa é a tendência.
Outra coisa que está me chamando atenção é o grande interesse pelas palestras, ou seja, as pessoas não querem apenas ver as novas idéias, mas para onde está indo o mundo da comunicação.
Participei de uma palestra da Wunderman, que foi um show de conteúdo e espontaneidade, mostrando que as marcas hoje têm que se manifestar de uma forma verdadeira e com muiita relevância, porque a facilidade de o ouvinte, o internauta, o telespectador etc. te descartar é imensa e, por outro lado, para conseguirmos sua atenção, é mmmuuuuuuuuito difícil.
Existe um paradoxo por aqui. Enquanto estamos num festival de criatividade, o que mais se prega é o diálogo contínuo e relevante como a melhor forma de se construir marcas. Outra questão que está intrigando todo mundo é que não mais existe a empresa mãe que coordena a construção de uma marca. Hoje, qualquer empresa de comunicação que desenvolva alguma interação em pontos de contato é uma construtura de marca em potencial. Por isso que as agências de markeging direto por aqui não mais perdem tempo mostrando as suas especialidades, mas sim mostrando como envolver pessoas para que desenvolvam preferências por suas marcas. Nada tem mais dono, cada um é dono do espaço que ocupa. E vamos continuar espiando...