Martin Sorrell, a personificação do advertising mundial, foi claro na abertura da sua fala: vá além da propaganda! Mas para falar sobre isso reuniu os pesos pesados dos anunciantes globais. J&J, Mcdonalds, Procter & Gamble (o maior anunciante do mundo) e Kraft Foods estiveram presentes debatendo seus pensamentos sobre o quarter anterior, que não foi assim muito bom, na visão de Sorrell. Então o que aconteceu com o spending do McDonalds? Provavelmente é o anunciante que mais vem incrementando seu investimento e presença em 2009. Como é que vocês estão fazendo isso? O Mcdonalds está ganhando mercado. Mas estamos repensando o mix de investimento de mídia o tempo todo e gastando isso nos lugares certos. TV e mídia são as maiores verbas. Mas estamos muito atentos ao digital. A proporção de distribuição depende de país, para país. Mas 17% do nosso budget é ocupado com digital. Já a J&J está sempre buscando valor no que faz. Marketing & Advertising são mais importantes em tempos como esse. E o pessoal de compras tem um papel importante neste momento. Mas tem que haver um equilíbrio entre os dois. A Procter & Gable está diminuindo seu budgetem todo mundo. O consumidor está buscando valor na compra e valor em termos de ofertas criativas e intangíveis. O investimento digital em alguns países chegam a dois dígitos. A preocupação da P&G é sobre como integrar digital e o todo o mix, PR, TV, etc. Não há muita relação entre o tempo que passamos na internet e o quanto investimos online. O que temos que fazer é disparar boas idéias na hora certa. A gente nunca sabe o que fará na semana seguinte. A rescessão tem sido uma grande oportundiade para a Kraft porque as pessoas ficam mais
em casa. Só
saem para comer no McDonalds (rsrss). Está engajada em oferecer soluções práticas para a alimentação das pessoas, provendo receitas online, dicas etc. Quando um anunciante do porte da Procter muda de direção, o mundo nota que algo está mudando, algo está acontecendo. Qual é a razão da Procter se focar tanto no BAU? É uma questão de integração.Estamos com 50% dos investimentos alocados
em merchandising. Isso
ajuda a gente a ganhar velocidade. O que precisamos é de idéias integradas brilhantes. E a J&J as vezes precisa de ganhos de escala. Então às vezes quão big você é quão big pode ser seu problema neste sentido trabalhando com uma agência grande. Não sabemos para onde vai a coisa. Mas temos que ter a mente aberta para o novo, para de onde vem a grande idéia. Por outro lado, o act global pode ajudar em uma porção de iniciativas, é crítico. Mas a diversidade de agências é necessária para integrar tudo isso e ser mais criativo. (Na minha opinião, as grandes agências viram as plataformas de distribuição e as outras, os aplicativos que serão distribuídos). Falando sobre o consumidor, que tem consumido bilhões de investimento em pesquisa do grupo WPP, os insights são cada vez mais importantes. Este é o ponto de partida. É a tradução disso que faz toda a diferença. Mais para isso, a estatística, pesquisas e o planejamento são essenciais. NA Kraft não se separa o que é idéia e a forma como ela é distribuída. A idéia manda. Na opinião de J&J, estamos aqui tentando fugir da realidade que todo mundo está em casa em frente a TV. Mas este meio está pagando o preco de 20 anos de ser menos efetivo do que antes. É outro caso de monopolia que vai se desfazendo. Como search que está totalmente concentrado
em Google. Bing
está surgindo. Mas os grandes anunciantes se preoucpam na concentração da área de search para seus esforços? A rescessão pode trazer grandes viradas. A concorrência vai aumentar em ordem de conseguir grandes idéias. Foi citado o caso do Club Social no Brasil. Onde eles aumentaram 40% do ganho com o produto, investindo 56% do budget em mídias não tradicionais. Yahoo, Microsoft, boas idéias e idéias novas melhoram os negócios. Só que...perguntados sobre quem deles estão nas mídias sociais pessoalmente, Twitter Facebook, etc. rolou uma certa saia justa...Ficou claro que eles não estão assim tão digitais. Sustentabilidade foi outro tema importante do painel, claro. E na relação entre clientes e agências, não coloque uma agulha...Foi o maior empurra, empurra...entre os clientes e a WPP.
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