
O auditório principal encheu . Todo mundo quer ouvir a voz do menino prodígio que leva milhões de pessoas a compartilhar suas vidas online. Apesar de no Brasil, em quantidade, o Orkut ser o líder, o Facebook se afirma mais e mais como a rede social das classes A e B e, em outros países é muito maior que o Orkut. Enfim, vamos entender Mark Zuckerberg. Desde que o cara é um menino, na casa dos vinte e pouco, a primeira pergunta foi: o que você vai fazer quando crescer?”Eu cresci com a Internet, e daí as coisas começaram acontecer. Eu não acho que a tendência de compartilhar vai mudar tão cedo. A internet finalmente esta ficando mais personalizada. A idéia é que, todo programa pode ficar melhor se você o desenha para comportar sua família, amigos, etc. E sobre os plug ins sociais? E como isso afeta nossa vida? Isso faz com que você possa colocar marcas no seu site e imediatamente conectar outras pessoas ao conteúdo relacionado a eles, quando houver interesse. E isso dobra nossa chance de interatividade e envolvimento. O Facebook começou há 6 anos. E assim que o tempo foi passando, a questão da privacidade, excessivamente presente no começo, passou a ser menos importante para as pessoas. Elas relaxaram um pouco. E agora tudo mudou. Privacidade, no fundo, é um grande tópico. Esta mais para relevância do que para lei. As pessoas querem controles simplificados. Existe uma dicotonomia sim entre querer compartilhar e perder o controle de onde isso vai chegar. As pessoas entendem o valor de compartilhar e ao mesmo tempo, estão se sentindo mais e mais confortáveis com isso. Pessoas diferentes representam interesses diferentes. São mais de 500 MM na nossa plataforma. O primeiro ministro Ingles quis se aproximar de Mark, para que o governo possa ser ainda mais transparente. Tem muita gente querendo ajudar suas comunidades a construir algo melhor, sem ter que necessariamente passar pelo governo. Por exemplo, ajudando as pessoas a não perderem tempo em estações de metro que não funcionam, etc. E quanto o Facebook é dos usuários e quanto é do MarK? Os dados e informações são todas das pessoas. Engagement traz dinheiro? Mark agora acha que a era da experimentação terminou. As campanhas estão realmente sendo programadas para o Facebook. “O tamanho do mercado que estamos servindo ficou tão grande que podemos ser evangelizadores de quase tudo. Em termos de grande impacto podemos e temos uma promessa poderosa para entregar.” A campanha do momento é a da Copa do Mundo para Nike. Foram 3 MM de conexões, em diferentes páginas, em uma conversa de 2 vias. Se as pessoas gostam da sua marca, elas adoram dividir isso com quem elas gostam também. Toy Story, Starbucks, etc. estão neste espaço personalizando ainda mais a experiência através das redes sociais. Facebook não é uma empresa de mídia, mas sim uma empresa de tecnologia, mas não como a geração anterior, Microsoft e Apple (Para ele, elas já envelheceram, rsrsrsrs). Familia e amigos – este é o fator de sucesso do Facebook, uma realidade que se repete nas comunidades de todo o mundo. Em qualquer device. Mobile, website etc. A maior tendência universal é personalizar sua conversa. E isso não é privilegio só do Facebook. Os países em que o uso da internet é predominantemente via celular,vão ser atendendidos como todos que estão a frente de um computador. Não temos que pensar em aplicativos para determinadas plataformas. Isso é o tradicional pensamento vertical, tipo aplicativos para iPhones. O Facebook pensa de forma mais horizontal, em que as pessoas possam usar nossas facilidades de qualquer plataforma. Geralmente, os usuários de mobile, por exemplo, são mais engajados em tecnologia e vai ser mais fácil transmitir a mensagem. Mas também, nosso negócio é baseado em elasticidade, em abrangência. O que excita Mark neste momento são os games sociais. You Play Fish, da Inglaterra por exemplo. O próprio Farm Ville e outras coisas em que você pode brincar com os seus amigos. Isso é natural. Zingo acabou de se lançar e já tem como 5 MM de participantes jogando uma espécie de bingo digital. As vezes, ouve-se uma certa rusga entre Facebook e developers. Tudo que envolve o desenvolvimento do produto e um Time Classe A tem muitos pontos de criticidades. Os próprios anunciantes estão experimentando mais como developers. A plataforma é muito rica para os dois lados. E sobre regionalização da comunicação o palestrante não quis falar muito mais disse que esta coisa que relacionar o compartilhamento atual, com o lugar em que as coisas acontecem é muito importante. O que excita Marc sobre ser CEO é poder contribuir para a mudança das coisas do mundo. Enquanto isso continuar acontecendo impulsionado pela internet ele quer estar a frente. E sobre abrir o capital? Mark não acha que mudaria muito. Sobre seus gurus, disse que procura vida longa a sua companhia, em contraste com o pessoal do Vale do Silicio, que querem o sucesso imediato, vender e pronto. A visão do Facebook é de longo termo. Nos temos milhões de pessoas, de desenvolvedores, de anunciantes, então Don Dodge (ex Microsoft) tem sido uma ótima ajuda para enxergar melhor nosso futuro. Japao, Russia, China e Korea são países que atraem especificamente nossa atenção. E a primeira vez que estamos pensando isoladamente em desenvolver algo para um pais em particular. Clap, clap, o carinha saiu correndo. Sem perguntas! Mas deve estar tudo no Facebook agora...