Se existe uma palavra que possa definir o crescimento dos investimentos em marketing direto por aqui é “mais”. As cifras continuam astronômicas e subindo. Segundo o estudo feito pela Veronis Suhler Stevenson Communications Industry Forecast, o bolo estaria dividido assim: internet crescendo na disparada com um aumento de 23,10% em 2007, em relação a 2006. Em seguida, está DRTV com aumento de 7% em relação ao mesmo período. E, em terceiro lugar, quem mais verba tem dentro do composto de comunicação dirigida é a mala direta, com um crescimento de 5,2%. Em números absolutos, seriam respectivamente em milhões de dólares: 10,161/5,076 e 34,348 mostrando a força que a mala direta ainda tem nos EUA. Falando do cenário geral, o budget alocado em publicidade e serviços de marketing somou US$ 463,8 bilhões em 2006. A estimativa para este ano é de US$ 491,1 bilhões. E para 2008 a projeção é de 527,9 bilhões. Se confirmadas essas cifras, o crescimento dos investimentos deve ficar em 5,9% em publicidade e 7,5% em serviços de marketing. É interessante notar que as mais tradicionais “armas” do marketing direto como os catálogos e televendas vêm mantendo um crescimento menos acelerado, 4% e 3,7%, mas continuam com montantes altos que somarão US$ 35,377 e US$ 20,479 milhões em 2007. No clima para lá de otimista no meio online, as campanhas com objetivo de referendar marcas, e-mail mkt e search serão o destaque. Por outro lado, os links patrocinados são a grande surpresa já que deverão ter investimentos menores por parte dos anunciantes. A tendência é que essas verbas migrem para networks de cunho social ou até sites e blogs criados por internautas. Nesse sentido, há muita polêmica, já que as marcas não querem estar associadas a conteúdos que nem sempre respeitam leis de direitos autorais e/ou são politicamente incorretos ou ofensivos. Saindo de canal para estratégia, são os programas de relacionamento que agora atingem sua maturidade no marketing direto e continuarão em alta para manter vínculos com clientes, com um custo mais baixo e efetivo através da web. A estimativa é que até o final desse ano, US$ 2,1 MM das verbas online sejam dedicadas a programas de loyalty. No B2B, a estrela passa a ser as campanhas de e-mail mkt, que vêm sendo tratadas até mesmo como uma disciplina em separado, dentro das estratégias B2B, por seu potencial em termos de ROI, quando aplicada toda a proficiência das melhores práticas. Enquanto isso, no Brasil, aperta aqui, ali e vamos em frente...




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