Everything Marketing Converges at DMA.07. Esse foi o "mantra" em Chicago e talvez o grande responsável por menos novidades que nos anos anteriores. Assim como aconteceu em Cannes, vivemos o momento de deixar a poeira baixar...Muita informação para ser assimilada, aplicada, conhecida e entendida. Uma das frases que mais ouvimos aqui foi que "não é porque agora podemos fazer tudo que vamos fazer". E nesse sentido, os americanos estão muito pressionados. Para eles, o momento é voltar ao básico. A DMA clama como voz institucional do mercado por uma atuação com muita responsabilidade, transparência e relevância em nome da liberdade da própria indústria. Como sempre, o grande mérito deles é saber ordenar milhares de idéias que estão soltas por aqui. Ou que praticamos intuitivamente no dia-a-dia. Enfim, foi a segunda placa de "PARE" (e reflita) que enxerguei claramente a minha frente nesse ano. Não só no sentido de estratégias e ferramentas mas sobre construir agora uma base sólida para um futuro nunca antes visto para a comunicação dirigida. É hora de popularizar a consistência do nosso trabalho. Os tracks de database e online foram os dominantes nesse ano apontando um caminho claro: web, relacionamento 1:1, mensuração de resultados e diminuirção de custos.Senti que o "after taste" tecnológico está começando a pegar. Afinal, os dados não dizem nada a quem não souber perguntar. Então muita coisa volta a ser responsabilidade do marketing, vendas e, sobretudo, da criatividade. A Espanha, com seu marketing direto mais "na raça" também confirma essa tendência, abocanhando o 2o lugar em termos de excelência em cases, que sempre foi da Inglaterra. O reinado absoluto da Shackleton, agência de Madrid, com 9 ECHOs, deixou todo mundo tonto. Quem foi pela primeira vez esse ano a DMA (tirando as hienas) ficou encantado com a "caixinha de Pandora" e suas surpresas, mitos e conflitos. Para os mais veteranos, como eu, fica a sensação de que o conhecimento democrático e universal entregue pela web (um dos palestrantes foi justamente o fundador da Wikipedia) está nos levando a um nivelamento muito grande. Afinal, estamos bebendo da mesma fonte. Tirando alguns profissionais e palestras fora da curva, muitos assuntos transitaram em território conhecido. Porém, de forma muiiiiito organizada. Sempre vale a pena. A DMA foi novamente uma ótima experiência para celebrarmos o momento de ascensão do marketing direto. Como diria Seth Godin em seu novo livro, este é o momento do "The Dip", de mergulhar fundo, rever o que aprendemos, abrir mão de algumas coisas, de "nadar" por outras que ainda desconhecemos e, por fim, subir à superfície para respirar um pouquinho. Volto de Chicago com a impressão de que o Brasil está muito bem na fita, alinhado com muitas das tendências apresentadas. Pode apontar e redefinir caminhos, como o sucesso da " criatura" ORKUT. Citado no New York Times da semana passada, o ORKUT está sendo impulsionado por nós como o 5o site de maior popularidade no mundo. Um fenômeno de origem bem brazuca. Enfim, valeu, valeu, valeu. Ano que vem a DMA será em Las Vegas. Façam suas apostas!




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