O fato é que termino esta DMA com a certeza de que estamos de novo em grande movimento de convergência. Assim como a idéia neutra terminou com a linha “above/bellow”agora estamos no momento de chamar para nós a responsabilidade do digital. Afinal, não se trata só de um plataforma cool, mais ágil, econômica e eficiente. Mas sim de um novo jeito de viver das pessoas.
E não adianta ter só o front office, uma comunicação inovadora e ferramentas. É preciso acompanhar o indivíduo, trackear seu comportamento, ter seus dados na palma da mão, ficar o tempo todo de olho sobre como fazer mais negócios com ele, testar e conquistar.
A palavra de ordem por aqui foi “otimização”. Até pela supercrise que eles passaram e estão começando a respirar. Ninguém mais questiona o poder da conversa online entre corporação e pessoas e entre grupos de pessoas.
As idéias que se viralizam e tomam conta do mundo já definem uma fórmula que, em 2006, foi a grande bomba do Lions Direct: verdade, interação e entretenimento.
E agora? Agora estamos correndo atrás de como reverter esta bolha e os investimentos
Os caminhos tradicionais dos sites e e-commerce estão um pouco cansados. Temos que mudar. Sobretudo, nossa maior meta deve ser conseguir o maior número de pessoas opt in em nossa base de prospects e clientes. Esta é a nova moeda de troca. Permissão.
E a mala-direta???? Quando bem feita, planejada, testada ainda é a ferramenta que converte pessoas com mais qualidade. Bob Knorpp, presidente da The Academy of Echo Awards valorizou o trabalho do Brasil neste sentido. Disse que ainda sabemos da importância de se investir um pouco mais para captar uma atenção. A maior prova disso são os nossos packs tridimensionais que conquistaram o troféu por aqui. Mas não sei quanto tempo vai levar para chegarmos a padronização que hoje impera no papel, por aqui, nos USA. Envelope, carta, pouco design, pouca cor, muita personalização e tecnologia. Acredito que isso também é uma questão cultural. E pelo fato do Brasil possuir tanto analfabetismo funcional isso ainda vai demorar um pouco mais para acontecer.
Sob este aspecto, de novo, a web, mais visual, mais prática, mais democrática, mais direta é um anzol poderoso para nós. E bate com as estatísticas do brasileiro ser um dos mais vidrados na internet, passar mais horas se divertindo em frente a tela, ser um fenômeno de crescimento de uso etc. etc.
Mas em relação ao Brasil, ainda temos que abrir um parênteses a parte, por conta da força de nossa TV. Mas observe seus filhos e as crianças. Os interesses também estão mudando! Bom tudo isso é um mundo de oportunidades. Move on!
Falando do evento em si, acho que a DMA tem que ganhar um “banho de loja”e se renovar. Está se fragmentando e se tornando menos atraente que no passado. Esta foi a sensação geral da delegação brasileira. Mas acredito que tudo isso também é resultado do vácuo em que se encontra o mercado americano.
Do ponto de vista pessoal, a DMA continua uma maravilha. É uma delícia encontrar as pessoas que você não consegue nem ligar no dia-a-dia do Brasil. Voltamos sempre mais unidos, leves e rejuvenescidos. San Diego é uma cidade gostosinha e valeu muito a pena passar estes dias aqui.
Aproveito para agradecer a você e as milhares de pessoas prestigiaram mais esta “edição” do Le Hot Dog. E fica aqui o convite para os eventos de conhecimento que logo, logo faremos aí no Brasil, incluindo o DMA ABEMD, sob minha coordenação.
Para terminar, agradeço a Deus aos meus sócios, a equipe incrível da Fábrica e a minha família por serem meu porto seguro, sempre! Até breve!

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